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1752 – Risco (projeto) para um chafariz no pátio do Palácio dos Governadores, em Vila Rica (o mestre empreiteiro desta obra foi seu pai e o projeto de mestre José Fernandes Pinto Alpoim)

1757 - Frequenta o seminário São Francisco de Assis (até 1759), dedicado ao ensino profissional de ofícios mecânicos (prático e teórico), carpintaria, arquitetura, escultura, pintura e outros. Lá lecionavam seu pai, o medalhista João Gomes Batista (com o qual aprendeu a abrir as cunhas (moedas) e fazer os relevos em pedra sabão; os escultores e entalhadores Francisco Xavier de Brito (que trabalhara na ornamentação da capela mor da matriz de Nossa Senhora do Pilar em Ouro Preto) e José Coelho de Noronha (primeiro altar na matriz de Caeté).

1757 - Desenho do chafariz no bairro de Padre Faria do Alto da Cruz, em Ouro Preto.

1760 – Realiza altar na matriz de Caeté junto com José Coelho de Noronha.

1760 - Primeiros altares do arco de triunfo da capela de Nossa Senhora do Rosário no distrito de Santa Rita Durão, de Mariana.

1761 - Primeiro obra em pedra sabão, um busto de musa para a fonte do Padre Faria do Alto da Cruz, próximo a igreja de santa Ifigênia em Ouro Preto.

1761 - Novo trabalho com José Coelho de Noronha para o acro triunfal da matriz de Barão de Cocais.

1763 - Primeiro trabalho como arquiteto com o risco da fachada e torres da matriz de Barão de Cocais.

1766 - Desenha a fachada de sua obra prima a igreja de São Francisco da Penitência, dos irmãos terceiros franciscanos de Ouro Preto.

1767 - Morre seu pai aos 70 anos e Aleijadinho não é contemplado no testamento.

1768 - Alistamento no Regimento de Infantaria dos homens Pardos. Recebe a encomenda da portada e esculturas em relevo para o frontispício da igreja carmelita de Ouro Preto. Ajusta o serviço militar com a profissão de arquiteto. Realiza os púlpitos em pedra sabão da igreja franciscana de Ouro Preto.

1770 - Remodelação do frontispício da igreja da Ordem Terceira Carmelita de Sabará auxiliado por Francisco Lima Cerqueira.

Esculpe dois retábulos laterais junto ao arco triunfal na capela do Rosário em Santa Rita Durão, distrito de Mariana. São considerados os dois primeiros trabalhos individuais. Organiza sua oficina e controla as empreitadas. Auxilia na remodelação do Carmo de Ouro Preto.

1771 - Contratado para avaliar a execução da igreja terceira carmelita de Ouro Preto, projetada por seu pai.

1772 - Projeta e esculpe os dois púlpitos em pedra sabão, com tambores com esculturas, para a igreja de São Francisco de Ouro Preto.

Por se escultor e entalhador – trabalho de madeira – fez parte da Irmandade de São José dos Pardos e executa o retábulo mor daquela igreja ouro-pretense.

1773/1774 - Desenho da capela mor da igreja de São Francisco de Ouro Preto.Termina a fachada da igreja do Carmo de Ouro Preto.

1774 - Desenho da igreja de São Francisco em São João del Rey. Há desenho com a assinatura do mestre sobre este projeto cuja fachada foi modificada por Francisco Lima Cerqueira. Executou a portada e medalhão da Virgem na fachada. Desenhou o altar mor modificado por Cerqueira Lima e executado por   Desenhou os altares da nave que foram executados no século 19 seguindo com destreza o risco do mestre. Esculpe Nossa Senhora da Piedade para o santuário do mesmo nome, em Caeté e outra para um arraial, hoje Felixlândia..

1774 - Neste ano Aleijadinho teve que viajar para o Rio de Janeiro onde pode admirar as duas portadas da igreja da Ordem Terceira do Carmo, em pedra de lioz com ornamentos rococós. A primeira igreja a ter ornamentação rococó no Rio de Janeiro foi a de Santa Rita, em 1752. Ainda este ano termina a portada, as vergar e ornamentos do frontão da igreja carmelita de Sabará.

1775 - Iniciada no ano anterior, a ornamentação da fachada da igreja franciscana de Ouro Preto foi finaliza em pedra sabão com dois anjos assentes nas volutas do portal, os escudos franciscanos e medalhão da Virgem, coroa e acima o medalhão de São Francisco da Penitência. Risco da capela mor da igreja das Mercês e Perdões em Ouro Preto (demolida em 1805).

1776 - Aleijadinho é convocado para obras militares no Rio Grande do Sul, vai até o Rio de Janeiro, é desconvocado e retorna para Minas Gerais.

1777 - Início da doença degenerativa com atrofiamento dos membros – dedos dos pés e mãos. Os instrumentos são amarrados para que continuasse a trabalhar. Supervisiona a obra da Mercês. Continua a obra do lavabo franciscano.

1778 - Esculpe as imagens de roca (apenas cabeças e mãos) dos santos Pedro Nolasco e Raimundo Nonato para a igreja da Mercês.

1778 - Esculpe em pedra sabão o conjunto para a portada da igreja de São Miguel e Almas em Ouro Preto.

1778/1779 – Esculpe em cedro todo o conjunto da talha para a capela da fazenda Jaguará que no século 20 foi todo transferido para a matriz de Nova Lima. Destaca-se daquela obra o conjunto da Santíssima Trindade no coroamento do retábulo mor. Toda esta obra está apenas em cedro, sem policromia : altar-mor, dois altares laterais, grades, púlpitos e altar da sacristia.

1779 - Finaliza o lavabo da sacristia da igreja de São Francisco de Ouro Preto, datada, em pedra sabão. Inicia estudos sobre a ornamentação interna da igreja do Carmo de Sabará e começa o trabalho do para vento – biombo – da catedral de Mariana.

1779/1783 – Trabalha na ornamentação do interior da nave da igreja da Ordem Terceira do Carmo de Sabará com as seguintes obras : dois púlpitos em madeira policromada com relevo , o coro com desenho curvilíneo sustentado por dois atlantes, o lustre, a balaustrada da nave e as imagens de São Simão Stock e São João da Cruz para os altares do arco triunfal.

1785 - Avalia a obra na matriz de Barão de Cocais, risca o arco triunfal e esculpe a imagem do padroeiro São João Batista disposto em um nicho da fachada.

1790/1794 – Começa a ser chamado de Aleijadinho. Durante quatro anos trabalha na execução do retábulo mor para a igreja de São Francisco de Ouro Preto considerada sua obra prima retabular. Inclui na obra medalhões de santos franciscanos e um anjo com um cesto de flores no teto da capela mor.

É auxiliado pela sua equipe de talha composta por Henrique Gomes Brito, Luís Ferreira da Silva e Faustino da Silva Correia.

Recebe os primeiro elogios por suas obras segundo levantamento feito pelo capitão Joaquim José da Silva. Realiza o projeto dos altares laterais desta igreja franciscana – São Lúcio e Santa Bona e os restantes terminados por Valentim Alves da Costa em 1829.

1795/1796 - Esculpe imagens para a capela da fazenda Serra Negra, na atual cidade Esmeraldas. Termina as fachadas das igrejas de São João del Rey, São Francisco e Carmo.

1796/1799 - Muda-se para Congonhas para executar as 64 esculturas em cedro, tamanho natural, dos sete Passos da Paixão, dispostos em seis capelas : Passo da Última Ceia ( risco da capela de Aleijadinho) sendo as outras seis construídas na segunda metade do século 19, a saber : Passo do Horto (com o Anjo da Amargura); Passo da Prisão (com São Pedro com a espada); Passos da Flagelação (com o Cristo na coluna) e Coroação de Espinhos (com o Cristo da Pedra Fria; Passo com Cruz às Costas e o último o Passo da Crucificação (com os dois ladrões). Os soldados são obras de seu ateliê assim como outras figuras. A encarnação foi executada pelos pintores Manoel da Costa Ataíde e Francisco Xavier Carneiro. As figuras dos Passos passarem por diversos restauros sendo o primeiro na década de 50 do século 20.

1800/1805 - Durante cinco anos esculpe as 12 esculturas dos profetas com a ajuda de seus auxiliares (Tomás da Maia e Antônio Gomes) em pedra sabão – esteatita. Trabalha na parte superior das figuras, sendo 11 delas feitas em dois blocos. As obras estão dispostas no adro do santuário de Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas.

1803 - Esculpe e monta dois dos altares da igreja franciscana de São João del Rey com as respectivas imagens de São Luís, rei de França e São Francisco de Assis. Os altares restantes foram executados em 1829 e não receberam douração.

1804 -1808 – Executa outros trabalhos para a igreja do santuário de Congonhas como caixa do órgão, lampadário, candelabros e anteriormente bustos relicários.

1806 - Projeto do retábulo da capela mor da igreja do Carmo de Sabará.

1807/1808 - Últimos trabalhos em Ouro Preto, na igreja do Carmo, executa dois altares laterais : da Piedade e São João Batista.

1810 – Último trabalho como arquiteto : desenha o frontispício da matriz de Santo Antônio na cidade de Tiradentes.

1812 - Em Ouro Preto, já muito doente, os altares por ele projetados são executados por Justino Ferreira de Andrade, de sua oficina.

1814 - Morre em 18 de novembro, 76 anos e é sepultado na base do altar lateral ( à direita de quem entra) de Nossa Senhora da Boa Morte, na igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, a mesma em que fora batizado e alforriado. Este altar pertence a Irmandade dos Homens Pardos, porém seu desejo era ser enterrado na igreja de Santa Ifigênia dos homens negros.

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BAZIN, Germain.
Aleijadinho et la sculpture baroque au Brésil. Paris : Éditions du Temps, 1963.


BAZIN, Germain.
Aleijadinho e a escultura barroca no Brasil. Rio de Janeiro : Ed. Record, 1972.


BRETAS, Rodrigo José Ferreira.
Traços biographicos relativos ao finado Antonio Francisco Lisboa, distincto escultor mineiro, mais conhecido pelo appellido de Aleijadinho. in Correio Official de Minas, n. 169 e 170, Ouro Preto, 19 e 23 de agosto de 1858. Republicado em Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, n. 15. Rio de Janeiro : MES, 1951, p. 23-35.


OLIVEIRA, Myriam Andrade Ribeiro de. e outros.
O Aleijadinho e a sua oficina Catálogo das esculturas devocionais. São Paulo : Editora Capivra, 2002.


TEIXEIRA, José de Monterroso.
Aleijadinho, o teatro da fé. São Paulo : Metalivros, 2007.

 

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