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Projeto Aleijadinho

As doze esculturas dos profetas no adro pátio, em geral fechado, à frente ou em torno das igrejas. (Profetas de Congonhas e São Francisco de Ouro Preto) do santuário de Congonhas, de pedra-sabão, estão colocadas de maneira que se relacionem e cumpram a função de convidar o fiel a subir as escadarias e ouvir a palavra divina da qual são os mensageiros. Suas vestimentas lembram as figuras bíblicas que viveram na longínqua Terra Santa, com turbantes à maneira turca e longos mantos ricamente ornados. As esculturas revelam traços característicos da arte de Aleijadinho: magníficas cabeleiras, olhos oblíquos orientais, além de minuciosos e bem cuidados ornatos das vestes e citações latinas nos filactério rolo de pergaminho com textos sagrados; (filactera) pequena caixa contendo textos bíblicos escritos em cédulas de pergaminho; na Idade Média, fitas com inscrições dos dizeres dos personagens, em geral os santos; na Idade Moderna, textos dos dizeres dos personagens nas histórias em quadrinhos (rolos bíblicos). Na parte inferior, logo à entrada, à esquerda de quem sobe, sobre pilastra misulada, fica o profeta Isaias, que anuncia a palavra de Deus, tendo na boca uma brasa ardente. Do lado oposto, Jeremias, também sobre pilastra igualmente trabalhada, com a pena na mão esquerda, simbolizando a escrita profética. Simetricamente, está Ezequiel, com o braço esquerdo levantado e suavemente inclinado, convidando o peregrino a prosseguir no caminho. Do outro lado, Baruc, profeta menor, é o mais jovem de todos. No topo do lance superior da escada, à esquerda de quem sobe, Daniel, considerado a obra-prima de Aleijadinho, inspirado num trabalho do pintor renascentista Rafael de Sanzio, tem como atributo símbolo, insígnia ou qualquer elemento que, numa escultura, pintura ou gravura, serve para identificar determinado santo. (Portadas das igrejas franciscanas e carmelitas com o escapulário ou estigmas) iconográfico o leão com o qual permaneceu em uma cova. Do lado contrário fica Oseias, barba encaracolada, a pena à destra. Mais para a esquerda, no mesmo parapeito, Jonas recebe do céu a divina inspiração que o profeta precisa para a pregação. Tendo ficado no ventre da baleia, o artista coloca o jorro de água sobre as vestes e uma espécie de golfinho a seus pés. Do lado oposto, Joel. No parapeito superior, à esquerda de quem entra, fica Amos. Simetricamente, no extremo oposto, vê-se Naum, velho, sereno. Ainda no parapeito superior, bem fronteiro à igreja, à esquerda de quem entra, está colocado Abdias, que aponta o céu exortando o povo a ouvir as profecias. Do lado oposto, Habacuc também mostra o céu, completando a gestualidade que une a todos os profetas como que orquestrados pelo cinzel do gênio. A construção do santuário começou em meados do século XVIII (1757 – 1778). A fachada da igreja é provida de cunhais, pilastras, cimalha e guarnições de pedra. O frontão espécie de empena que serve para coroar a parte central do frontispício da igreja; costuma-se falar também em frontão com relação ao remate do retábulo. (O frontão truncado de São Francisco de Ouro Preto é o mais dramático) tem curvas graciosas guarnecidas de pedra. No interior, sobre o trono, a imagem de Jesus Crucificado e, no altar mor altar ou retábulo principal de uma igreja ou capela, posicionado na parede. ( São Francisco de Ouro Preto), obra de João Antunes de Carvalho (1769 – 1775) dois anjos tocheiros esculpidos por Francisco Vieira Servas. Os altares laterais têm geralmente consolo peça saliente e ornada para sustentar esculturas ou apoiar cornijas e sacadas. (Os profetas estão sobre consolos com mísulas em lugar de colunas, na parte superior há anjo elemento ornamental dos mais presentes em retábulos e arcos-cruzeiros. Os mais pequenos são os querubins ou serafins, os arcanjos são os maiores, como adolescentes ou adultos jovens. (Nas portadas e coroamentos dos altares de praticamente todas as igrejas que Aleijadinho fez) esculpidos. Na capela-mor capela principal, onde fica o altar-mor de uma igreja , e por toda a nave conjunto de molduras de uma construção ou parte da mesma , há vários painéis representando cenas bíblicas. Também nos tetos do prebistério parte elevada da capela-mor de uma igreja (Elaborado para a Sé de Mariana) e do corpo da igreja há variadas pinturas em perspectiva de artistas como João Nepomuceno Correia Castro (1778 – 1787), retocadas por Manoel da Costa Ataíde.

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BAZIN, Germain.
O Aleijadinho e a escultura barroca no Brasil. Rio de Janeiro : Record Editora, 1970.


 

OLIVEIRA, Myriam Andrade de.
O Aleijadinho. Passos da Paixão. Rio de Janeiro : Alumbramento, 1984.
O Aleijadinho e o Santuário de Congonhas.
Brasília : Iphan/ Monumenta, 2006.

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Projeto Aleijadinho

Antônio Francisco Lisboa, Aleijadinho (1730-38 – 1814). Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, Ouro Preto. (MG). Planta ; 1766; púlpitos : 1772; altar mor: 1790 -94; portada da fachada : 1775.

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Antônio Francisco Lisboa, Aleijadinho (1730-38 – 1814). Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, Ouro Preto. (MG). Planta ; 1766; púlpitos : 1772; altar mor: 1790 -94; portada da fachada : 1775.

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Antônio Francisco Lisboa, Aleijadinho (1730-38 – 1814). Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, Ouro Preto. (MG). Planta ; 1766; púlpitos : 1772; altar mor: 1790 -94; portada da fachada : 1775.

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Antônio Francisco Lisboa, Aleijadinho (1730-38 – 1814). Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, Ouro Preto. (MG). Planta ; 1766; púlpitos : 1772; altar mor: 1790 -94; portada da fachada : 1775.

 

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Antonio Francisco Lisboa. Igreja São João Del Rei. (MG). Planta 1774; portada da fachada – 1795-96. Tiago Moreira (primeira planta, 1763);

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Antonio Francisco Lisboa. Igreja São João Del Rei. (MG). Planta 1774; portada da fachada – 1795-96. Tiago Moreira (primeira planta, 1763);

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Antonio Francisco Lisboa. Igreja São João Del Rei. (MG). Planta 1774; portada da fachada – 1795-96. Tiago Moreira (primeira planta, 1763);

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Antonio Francisco Lisboa (fachada, 1770; interior, 1779-83). Igreja Nossa Senhora do Carmo. Sabará (MG).

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Antonio Francisco Lisboa (fachada, 1770; interior, 1779-83). Igreja Nossa Senhora do Carmo. Sabará (MG).

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Antonio Francisco Lisboa (fachada, 1770; interior, 1779-83). Igreja Nossa Senhora do Carmo. Sabará (MG).

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Antonio Francisco Lisboa (fachada, 1770; interior, 1779-83). Igreja Nossa Senhora do Carmo. Sabará (MG).

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Antonio Franscico Lisboa. Atlante. Madeira policromada. C. 1780. Coro da igreja da Ordem Terceira do Carmo, Sabará (MG).

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Antônio Francisco Lisboa, Aleijadinho (1730-38 -1814). Cartela (placa) comemorativa dos momentos fundamentais da construção do santuário. Entrada da escadaria dos profetas. Pedra sabão. Santuário de Congonhas (MG).

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Antônio Francisco Lisboa, Aleijadinho (1730-38 -1814). Cartela (placa) comemorativa dos momentos fundamentais da construção do santuário. Entrada da escadaria dos profetas. Pedra sabão. Santuário de Congonhas (MG).

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Antônio Francisco Lisboa, Aleijadinho (1730-38 -1814). Cartela (placa) comemorativa dos momentos fundamentais da construção do santuário. Entrada da escadaria dos profetas. Pedra sabão. Santuário de Congonhas (MG).

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Antônio Francisco Lisboa, Aleijadinho (1730-38 -1814). São João da Cruz. Madeira policromada, dourada e prateada, c. 1775/79. Medidas : altura 159 cm; largura, 91 cm, profundidade, 30 cm. Retábulo : Francisco Vieira Servas. Igreja da Ordem Terceira do Carmo, Sabará (MG).

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Antônio Francisco Lisboa, Aleijadinho (1730-38 -1814). Cristo e a Samaritana. Baixo relevo do púlpito do lado da Epístola. Madeira policromada e dourada, c. 1775/79. Igreja da Ordem Terceira do Carmo, Sabará (MG).