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Projeto Aleijadinho

Germain Bazin aponta pra a variedade de turbantes – à maneira turca – que, ao mesmo tempo em cria unidade, com todas as cabeças cobertas, apresenta uma diversidade – possível nos modelos diferentes para cada um. O autor aponta as gravuras renascentistas que disseminaram tais modelos, as quais englobam desde os modelos mais clássicos, propriamente gregos, com os louros prendendo a cabeleira, até os mais extravagantes, a exemplo do de Habacuc. Composto por quatro peças independentes, um tecido repuxado cobrindo o pescoço e juntado com uma borla motivo ornamental esculpido imitando tufo de franjas. (Usa nos barretes dos profetas e para finalizar os lambrequins dos altares da São Francisco de São João del Rey). acima, à guisa de base, com tecido retorcido e preso com fita, sustenta um espécie de barrete coroado com uma bola. Laçarotes enfeitam a parte posterior dos barretes de Ezequiel e Daniel, este último sem a borla no arremate. Joel, Jeremias e Jonas tem turbantes semelhantes, com tecidos comprimidos presos por fitas e arrematados por uma borla.

Amós veste um capuz de cuja extremidade jorram seus cabelos em múltiplas direções. De Ezequiel, Bazin aponta o referencial de uma medalha feita por Pisanello, de Jean VII, com uma espécie de capacete dianteiro, pano cobrindo a nuca e acima do tecido da cabeça com borla.